Terça, 08 Março 2016 14:02

A Endocrinologia e o Dia Internacional da Mulher

Por que comemorar o Dia Internacional da Mulher na data de 08 de março? Há vários fatos que tentam explicar a celebração da data. Sem consenso historiográfico, o fato mais aceito é o de que mulheres operárias do setor têxtil nova iorquino, em protesto às más condições de trabalho, sofreram repressão com extrema violência, sendo trancadas no prédio fabril, que foi incendiado, com consequente morte de 130 mulheres. Muito além do caráter festivo e comercial da data, devemos refletir sobre aspectos que já foram ou que ainda não foram explorados nesse tema.

 

Como se sente e qual perspectiva da mulher hoje? Como vive e trabalha? O que deseja entre o caminho que faz da casa ao trabalho e que sonhos carrega?

A autora Clarissa P. Estés em seu livro “Mulheres que correm com os lobos”, destaca: a mulher moderna é um borrão de atividades. Ela sofre pressões no sentido de ser tudo para todos. A velha sabedoria há muito não se manifesta.

Nós, mulheres, numa ideia reforçada pela tese da autora, estamos cada vez mais nos distanciando do ser intuitivo, agrupador, que é transportado nessa "velha sabedoria". Como resultado, a mulher multitarefas, na maioria das vezes, desconectada do seu ser interior, adoece física e psiquicamente com mais facilidade, dorme mal e também lida com dificuldade temas como climatério e envelhecimento.

Não podemos deixar de lado as conquistas e lutas iniciadas; mas, para alcançarmos um real equilíbrio e uma vida qualitativamente melhor, necessitamos de um novo olhar, um olhar com mais respeito sobre o alicerce de formação e construção do ser mulher, da menarca ao climatério, passando por todas as mudanças pertinentes à sua fisiologia. Um olhar atento sobre cada uma dessas fases, complexa e bela em sua plenitude! Eis uma das tarefas primordiais da Endocrinologia: estar presente e cuidar da mulher em todas as suas fases de vida. Assim, poderemos comemorar o dia 8 de março de modo verdadeiro e completo em sua dimensão e propósito.

Dra. Tatiana Chiara

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